Imagine uma situação que confunde até engenheiros experientes. Você abre um site diretamente no navegador e vê no painel do desenvolvedor o orgulhoso h2 — a conexão está usando HTTP/2. Então você envia a mesma solicitação por um proxy e, para sua surpresa, descobre que o servidor responde com o bom e velho HTTP/1.1. Para onde foi a segunda versão do protocolo? Por que o proxy parece ter te levado de volta no tempo? E o mais intrigante: por que o HTTP/3, que roda sobre QUIC, simplesmente se recusa a passar por um proxy comum, como se batesse numa parede invisível?

Este artigo é uma análise completa da camada de transporte ao trabalhar com proxies. Não vamos abordar tópicos como impressões digitais de conexão ou detecção de automação. Nosso foco é a mecânica pura: o que realmente chega ao servidor, onde acontece a negociação da versão do protocolo, por que o transporte UDP é incompatível com o proxy clássico e como tomar uma decisão consciente sobre a escolha da versão. Ao final do material, você vai entender esse assunto em um nível que vai permitir depurar os cenários de rede mais complicados.